No final do mês de abril, e de acordo com o índice meteorológico de seca (PDSI), 27,9% de Portugal continental estava em seca moderada, 26,4% em seca fraca, 23,7% em normal, 18,3% na classe de chuva fraca e 3,7% em seca severa, verificando-se uma diminuição da área em seca meteorológica e da sua intensidade no território continental.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), esta diminuição da área em seca meteorológica é justificada pela elevada quantidade de precipitação registada no mês de abril, tendo-se verificado uma recuperação significativa dos valores de percentagem de água no solo, relativamente ao final do mês de março, em especial nas regiões do norte e centro e, em particular, nas regiões do litoral. Na região sul ainda se mantêm valores inferiores a 20%, em especial nas regiões do baixo Alentejo e Algarve.
A seca meteorológica está diretamente ligada ao défice de precipitação, quando ocorre precipitação abaixo do que é normal. À medida que o défice vai aumentando ao longo de dois, três meses, passa para uma seca agrícola, porque começam a ser evidentes deficiências ao nível da água no solo.
Se a situação se mantiver, começa a haver falta de água nas barragens, evoluindo para seca hidrológica. Existe também a seca socioeconómica, quando se sentem impactos na população.
Além do índice de seca, o Boletim Climatológico do IPMA, disponibilizado pelo instituto, indica que o mês de abril em Portugal continental classificou-se como normal em relação à temperatura do ar e chuvoso em relação à precipitação.
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