O relatório "O Futuro é agora: Ciência para atingir desenvolvimento sustentável" foi desenvolvido por uma equipa de 15 cientistas independentes a pedido da ONU sobre o desenvolvimento sustentável para 2019. Este Relatório é o primeiro a avaliar o cumprimento dos ODS, adotados há quatro anos.
Os 10 países com desenvolvimento mais sustentável são membros da União Europeia: a Dinamarca lidera o ranking com 85,2 pontos seguida pela Suécia, Finlândia, França, Áustria, Alemanha, República Checa, Noruega, Holanda e Estónia.
Dos 162 países avaliados, Portugal encontra-se em 26.º lugar com 76,4 pontos de um máximo de 100.
O ODS 7 - energias renováveis e acessíveis, que deve garantir o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e modernas para todos, é o que Portugal está a cumprir da melhor forma.
Apesar alguns obstáculos, os dados também são considerados favoráveis no que respeita ao ODS 3 - saúde de qualidade, ODS 8 - trabalho digno e crescimento económico e ODS 11 - cidades e comunidades sustentáveis.
Os grandes desafios que Portugal enfrenta estão relacionados com os ODS 2, 12, 13 e 14 (erradicação da fome, produção e consumo sustentáveis, ação climática e proteger a vida marinha, respetivamente).
À semelhança da maioria dos países, Portugal tem tido um desempenho negativo no ODS 13 - ação climática, que consiste em adotar medidas para combater as alterações climáticas nas políticas, estratégias e planeamentos nacionais.
De forma geral, o relatório conclui que as mudanças e o desenvolvimento sustentável do mundo são demasiado lentos e não vão garantir o cumprimento dos ODS até 2030.
A ONU considera que os países em desenvolvimento precisam de crescer de forma mais rápida, mas com preocupação pelos impactos ambientais e os países desenvolvidos necessitam de alterar as dinâmicas de produção e consumo.
A relação humana com a natureza, que atualmente está em "disfunção" no que respeita o uso de recursos naturais, o sistema alimentar, a produção e o consumo, e a sustentabilidade das cidades, devem ser objetivos com um papel mais relevante na ciência e na política, assim como a formação, educação e consciencialização humana.
O relatório apela para o acesso universal a serviços básicos como saúde, higiene, saneamento, educação, habitação e segurança como pré-requisitos para a erradicação da pobreza e avanços no bem-estar humano, com especial atenção às pessoas com deficiências e outros grupos vulneráveis.
Os especialistas recomendam ainda que se aumentem os esforços para o fim da discriminação e que se criem mais uniões, organizações não-governamentais e grupos femininos, que serão atores importantes para criar formas de implementar os ODS.
Fonte: Jornal Público
Consulte o relatório aqui.
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